domingo, 25 de julho de 2010

pétalas secas

- Nós tivemos alguma coisa.
- Pra você foi só alguma coisa, foi mais pra mim. - eu ainda precisava falar mais, muito mais.
- Já foi, eu pulei daquele prédio e você não.
- Eu te puxei, te segurei, tentei te manter em pé, mas...
- você não pulou. - lágrimas vieram.
- Eu queria pular, eu queria você, eu queria que você me puxasse pra pular junto com você.
- Nós tivemos alguma coisa. - só isso saia de sua boca.
- Sim... tivemos, você já pegou minha mão, já olhou fixamente pro's meus olhos, já me fez carinho, já me abraçou de saudade, já me beijou e hoje...
- Lembranças boas.
- Nem tanto, não totalmente, nós costumávamos olhar pro Sol da nossa cidade maravilhosa... tudo parecia ser sorriso.
As ultimas palavras vieram de mim, eu soube do querer que só veio de mim, soube que mão dadas são apenas mão dadas, que um olhar fixo pode não ser paixão, que um abraço pode ser confundido, que algumas palavras realmente não são ditas... eu soube de muitas coisas e fingi não saber de você, não saber da volta do seu completo, que agora o ar parece mais leve pra você, que todas as músicas lhe agradam e não lhe fazem mal como antes, que você não fica refletindo sobre a vida, que agora eu não faço mais parte do seu presente...
O que me restou foram aquelas pétalas secas, que nunca mais olhei, pra fingir não haver dor, pra esquecer de você, apenas pra não te ter perto de alguma forma... me desligando de tudo, ou quase. As músicas que você ouvia com sorrisos e delírios, me fazem lembrar de uma parte que pra você não foi tão bonita quanto pra mim, fica uma mistura de saudade com...
Eu ouvi o que era pra ser ouvido e agora, minhas palavras falam contigo... enquanto eu guardo a lembrança de você chegando, eu indo, você ficando... com o seu cigarro e goles longos de felicidade.. eu só engoli uma lágrima.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Pedro, meu amor mais lindo...

Eu gostaria de lhe dizer que isso tudo tem nome, que passará dentro de determinado tempo, que as gotas da chuva passaram a lhe molhar a alma, levando todas as questões junto da água que lhe escorrer, mas ainda assim meu querer não prevalece.
Chega de esperar tanto de si mesmo, deixe o mundo pra depois, deixe o resto para um depois, os detalhes não deixam de ser detalhes. Não há nada que deva ser comparado contigo, com o seu querer ou com o ser que és, foi ou serás.
As coisas apenas são dentro de uma escala, que algumas vezes não estão ali para serem avaliadas.
Os cheiros estão passando por você, deixando a fragrância agradável para que se recorde delas, são estas as fases que farão de ti, um alguém mais completo e seguro.
Nem sempre tudo parecerá ou será perfeito, ainda terá um pouco mais de incerteza e dor, mas seu lar será o mundo, onde quiseres, terás os cheiros, lares e mais lares, tu terás... até ter o seu, um que seja somente seu, tendo ou não complemento.
Mas deixe isto para o final, porque ainda está no começo, as questões lhe mostram o quanto ainda falta para fincar seus pés em um único e próprio, que lhe complete como o mundo de agora, sem ser apenas um lar.
Somente deixe estar!

sábado, 10 de julho de 2010

Nada, importa, regras, foi

- nada ficou no lugar, eu quero quebrar essas xícaras - Já foram lidas algumas histórias sobre aquelas xícaras, que um moço fez com que o encaixe perfeito sumisse, que as duas foram servidas separadamente, mas não com o mesmo gosto agradável que possuíam quando unidas. Hoje estas xícaras não sabem uma da outra ao certo, uma não quer, a outra parece fingir aceitar. Em mundos meio distantes e próximos ao mesmo tempo, sem seguir um caminho parecido, sem acolher uma a outra no encaixe que nunca fora perfeito, somente bom.
- o que me importa seu carinho agora? Se é muito tarde, para amar você. - Parece um buraco fundo e sem agrado ou desagrado, como se as coisas somente fossem, por ter de ser, ou por por elas mesmas, não dá pra saber tudo ao certo, é como nuvem negra que se instala, que não se cala, só molha e depois nada mais parece importar. Meio rápido, meio lento... até demais por alguns momentos, e agora só um prazer sem estar na mesma ligação, alias com pouca ligação, mas assim é por pura decisão de uma parte, por indecisão de outra e pronto.
- esqueci as regras do jogo e não posso mais jogar - é suficiente para se querer estacionar, sem terminar o que nunca começou de fato, deixando o esquecimento de uma coisa matar a outra, mas as regras sumiram e sequer seria possível saber quem estaria roubando, quem estaria seguindo os trilhos, quem era o trem... aí sim vem o impossível de forma (in)aceitável.
- foi, foi, foi, pra sempre e nunca será - chegando num fim, sem ser de fato. Tudo: acontecendo, acabando, indo e... só indo. Não há mais nenhum porque, talvez uma xícara sempre se sinta assim estranha sem a outra, mas já que os destinos não foram traçados na maternidade, vamos deixar como um traço perdido, em meio a história sem ponto.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Manda vir um terceiro gole?

Foi quando eu me sentei e perguntei pro's meus pensamentos - foi tudo isso mesmo? - eles me olharam sem sentido, não houve um retorno como resposta, não houve nenhum momento de lágrima, e ainda assim ardeu meu peito, queimou a minha mente, esgotou meu coração.
Vem um grito, cor vermelha espirrar na minha cara - esqueceu, foi? - aí a dor fala por sí, ela some e aparece quando acha que pode, sem me deixar palpitar qual momento eu quero ou não a sua presença, talvez somente por saber o quanto eu desejo distancia.
Ainda há uma outra parte minha, oculta... que eu sequer já pensei em buscar, mas que ora me agarra, ora me solta pro mundo sem dó das minhas palavras, ainda assim ela conversa comigo - ta sentindo o que hoje, ou quem? - não há esforço algum de mim, de um outro, pra responder essa minha oculta que só me vem com coisas estranhas.
Aí, fiz uma busca... fiquei presa em alguns longos beijos, em um olhar, em algo que vem sendo. Aquela jaula me esqueceu de ensinar como fugir quando não há guarda algum me observando. Lá dentro é tudo um mix de uma outra parte, dos meus pensamentos, de um grito, e de uma marca... que fez ferida sem cura, mas que foi temporariamente tapada por ela mesma.
Só busco - Cadê o sentido, ein?!