sábado, 15 de novembro de 2014

Aos olhos de amar

Olhei por tantas vezes o amor alheio sorrindo, amando, querendo, desejando e vivendo... vivendo cada segundo como se talvez não houvesse o próximo. E desejei tão intensamente quanto me entrego a vida, desejei sentir isso dentro de mim, viver em olhos sorrindo, desejei o momento mais perdido e único.
Nem sempre sorrisos fazem parte do instante que vivemos, nem sempre as pessoas se amam da mesma forma, nem sempre, quase nunca... 
Foi o momento mais perfeito, aquele em que mergulhei, aquele em que ele também mergulhou, onde nossos olhos se viram com a alma exposta, aquele em que pude realmente sentir que o momento era nosso, não meu ou seu, mas perfeitamente movimentado por nós dois, por nossos corpos, beijos e principalmente pelo nosso sentimento.
Eu ainda acredito no amor, ainda acredito num conto que não é de fadas, mas que a gente escreve com as palavras alegres reinando, onde algumas incorreções acontecem e nós tentamos rabiscar, mas elas continuam ali, nossos desejos reais vivem.