segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pensamento rápido

Seus olhos não me fitam, sua boca nunca provou do pouco doce que há em meus lábios.
Ainda assim, gosto da sua voz, aquele veludo riscado.
Aquela pequena boca que suplica por qualquer beijo, parece sussurrar meu nome em desespero e ainda assim, sinto toda suavidade.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A.

amor...
me entenda bem, quero seu bem, quero só bom, deixe de ser ruim, deixe de ser só..
há braços abertos somente para o seu agrado, há mãos estendidas por todos os lado, por isso entenda, que talvez ela seja a única que te compreenda.
Deixe de ser tolo, esse amor é todo louco, esse amor é tão seu quando dela, então se entregue, largue a bobagem, vá por mim que ela está é de sacanagem.
Mas mantenho toda aquela opinião, de que seu olhar é pro mundão, que sua alma não é tão digna de riqueza amorosa, ainda assim há quem aceite manter a prosa.
Por isso eu lhe digo amor, do amor que tens desta alheia, doe o que diz possuir, porque as lágrimas algum dia podem vir a secar!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

R.

Sinto como se violasse a mim, como se meu corpo quem tivesse encostado ao seu, como se você por um pequeno instante não fosse tão insensato.
Não posso, não vou e nem mesmo quero tomar esses goles de dor alheia. Vou me manter presa, firme em mim, firme sem ti, firme!
Ei.. espere aí! A história nem é minha, porque essa amargura toda agora?! Eu lhe conto porque...
Cansei de braços alheios, contornando as curvas de meu corpo, de lábios ziguezagueando por entre os meus, de palavras serem sussurradas ao pé do meu ouvido, de olhos me fitarem como se não houvesse apenas o desejo...
Cansei-me da sua carne, de todas as carnes; cansei-me de lágrimas, todas aquelas que derramei em mim, por qualquer outrem; cansei-me de satisfazer sua vontade, enquanto a minha sequer pensou em ser suprida; cansei-me de tanta sacanagem.
Quão covarde és, quão covarde foste, quão covarde serás?!
Juro que me questiono, e me desaponto, cada vez mais, aí.. cada vez menos eu me lanço aquele momento, cada vez menos eu penso em qualquer alheio.
Permaneço então, sendo mais uma expectadora de mais um dilacerador!


domingo, 14 de outubro de 2012

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Ainda compro calcinhas, pensando qual a cor que mais lhe agradaria

sábado, 13 de outubro de 2012

10 - 10


Por hoje juntei minha esperança com a lembrança de um adeus.
Pro seu dinheiro render, sua lágrima valer a pena, para seus lábios se darem ao prazer de meter-se um sorriso, é necessário a minha presença.
Careço agora, do abraço, do esmago, da noite mal dormida mas bem sucedida, do grito mais longo de prazer, dos olhos mais fitados durante todo o nosso querer, careço de picos, de montanhas russas nomeadas, de sorriso sacana, de canalha na cama.
Não há blablabla misturado ao meu aconchego em braços alheios, não mais da minha parte... agora, que fique claro que é somente por hora... há apenas querer, há desejo e intenso, pois diga-se de passagem que de extremos sou revestida, desde o sentir até o ridículo frio na barriga.
Do outro prefiro manter o rancor, com rigor... entenda que, não é desprezo, mas sim.. trato mesmo com destreza toda aquela fala sem clareza, pois onde já se viu, em pouco tempo ser hostil?!
Eu julgo, atiro pedra e grito ao mundo minha perfeição, ao menos... mantenho minhas palavras muito bem construídas nas verdades criadas por mim mesma.
Não sejas tolo, mantenha a fineza, nesta vasta fila ainda espero alguma loucura que complete os sentidos mal tratados.