quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dê seu nome.

Adiei todas minhas escritas, ideias e encantos durante este longo mês doído.
Hoje, pra mim ainda sendo o dia daquele fim, com uma dor mais mansa, mais calma, não tão presente, consigo caminhar devagarinho, sob essa chuva seca de olhares tristes.
Ainda não aceito sua saída repentina, que eu já sentia, sabia, mas.. não queria.
Músicas estraguei por dar-lhes o nome, bendito seja, este nome que leio todos os dias em algum lugar, seja o teu próprio ou de outrem, mas leio, vejo e revejo em minha mente.
Meu corpo ainda estremece quando encontro seus olhos vagando por algum canto qualquer, esteja ele vazio, preenchido por mim ou por alheias as quais me sufocam com sua escrita mentirosa.
Curarei-me de ti, de teus olhos que já viram meu corpo né, de suas mãos que já dançaram entre minhas curvas mal feitas, de teu corpo que já descansei tantas noites, de seu cabelo tão bonito junto ao meu e principalmente de teus lábios, que sempre pareceram carregar seu coração, nas falas, beijos e embaraços por entre tudo.
Queria escrever por mil anos, compensando o que consta preso em minha garganta seca, mas sei que minhas palavras não serão tão poéticas ao mundo, a ti e talvez mesmo a mim.
Não peço nada mais, nem hoje e quanto ao ontem, faça-se ou desfaça-se, não poderei pegar novamente em suas mãos e carregá-lo para perto de mim, não por ti, mas por mim.
Me desfiz neste longo mês de dor, e hoje... grito novamente aquele socorro do qual um dia, você já me salvou. De ti ouço: Adeus. (A)Deus, Ade(us)...