sábado, 18 de setembro de 2010

des, das, nomeada.

No momento venho odiando a saudade, como se a mesma viesse estampada com aquele nome, cheiro, cor, sentido, como se fosse tudo vivo em mim... denovo.
Sabe quando o medo, vem lhe fazer uma visita, onde deixa claro que algumas coisas serão sentidas e ressentidas... que eu ainda vou lembrar de muita coisa envolvendo aquele mesmo cheiro, aquelas mesmas costas, aquele mesmo lábio doce no beijo e amargo nas palavras.
Então como se fosse a solução, eu chamo o ódio para me guiar de alguma forma, pra me manter distante da dor de querer, de gostar, de desejar o que não deveria ser desejado... pra manter a distância dos outros sentimento que eu já tive o desprazer de conhecer, com o mesmo nome.
E agora? O que eu faço, com essa situação que já chegou no limite faz tanto tempo, e eu sequer consegui notar isso...?
Engraçado como não é necessário o contato, pra manter alguma ligação. Faz tanto tempo que o mundo parou e voltou, e eu realmente ainda estou meio deslocada, parece que o lugar errado é onde estou, que as pessoas não são mais tão as mesmas, que alguns personagens foram criados.
Um parte minha sorri, conversa, brinca, fala, sente... a outra só lamenta e mantém-se neutra de alguma forma, onde tudo é desconfiança.
Tudo tão relacionada a mesma coisa, ao mesmo mix chato e cansativo, a mesma ladainha, dor, amor e outras insatisfações... é bem mais simples racionalmente, porque mesmo que eu deixo o sentimentalismo me guiar?
Um grito falho se forma diariamente em minha garganta, e eu engulo fingindo ser o meu doce predileto.