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terça-feira, 17 de maio de 2011

Dublagem

Os olhares que sempre senti alegria em receber, em alguns momentos me tem feito derramar lágrimas, as mesmas que sempre temi em sentir, quando era para se sentir tão bem e completa.
As minhas alegrias são instantâneas, enquanto as recaídas são tão constantes quanto a minha inconstância!
É uma briga que se inicia, de dentro pra fora, sem ter rumo correto, e fica vagando pelos meus incertos que muitas das vezes parecem mais corretos que as minhas palavras de Eu Te Amo.
Mas como é que funciona essa meu amar?
São benditas essas minhas palavras, que não se calam, mesmo com o gelo dando um jeito de pingar no coração, eu insisto nessa briga e fico brincando de repetir o refrão, com algumas composições em decomposição, isso sim!
Eu quero é ir visitar a Lua, lá ninguém tem essa de amar ou não, de sentir o frio ou o calor, pra que é que funciona essa coisa de coração? Pior que o bendito chega mesmo a doer, enquanto eu respiro fico sem ar, como pode, mesmo?
O mundo tem me convidado para dançar, para esquecer toda essa minha auto-piedade e lembrar um pouco mais que existe mar, e tanta gente pronta pra qualquer coisa em qualquer momento.
Infelizmente, eu fico boicotando a felicidade, que me encontra pelas esquinas correndo de forma desajeitada.
Se esse seu olhar me chamar, mesmo destas formas loucas de te amar, eu vou...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Seu título

Fechei meus olhos apenas por alguns minutos, pareceram dias.
Me sinto incomodada quando as coisas se encontram no lugar onde deveriam estar... é uma questão de gostar da minha bagunça, e assim serve para minha vida, é a minha bagunça onde ninguém possui o direito de interferir.
Eu chorei, derrubei lágrimas incontáveis por um tempo longo, por muitas pessoas, muitos motivos e muitas dores, mas agora eu não vou simplesmente deixar minhas lágrimas rolarem, seja qual for o motivo, eu me farei forte, e você parecerá ser só um complemento da minha vida, apenas pelo fato de neste momento eu desejar tanto ter uma vida contigo.
Depois desse parágrafo anterior eu acordei, e percebi que por mais que repetisse isso em mente acordada não seria jamais o que eu poderia vir a sentir ou a fazer. E fiquei me perguntando como acontece esse meu amor, como eu sinto meu coração acelerar, como meu olho brilha a cada olhar seu pra mim, como meus ouvidos estão prontos a escutar suas palavras, como meu corpo sempre está de acordo a um encaixe com o seu, como as minhas mãos desejam entrelaçarem-se com as tuas, como o meu respirar sente o seu cheiro mesmo longe.
Dentro esse meu sentir existe um medo de errar, seja no seu ou no meu, medo de errar no nós.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

outra face, outra parte

É dessa face que o medo corre, é desse jeito que o mundo não morre, e tudo que é ruim... foge.
- Pintando as unhas, é?
- Não. Só estou escolhendo uma cor temporária para o meu bem querer, me querer mais.
- E hoje será rosa? - era bom ver o quanto ela estava estacionada e eu não.
- Se te contenta meu sim, fica desse jeito.
Aqueles olhos lindos já não me pertenciam, mas nunca foram tão meus quanto aquele momento que me focou.
Eu segurei um punhado dos seus cachos, ela virou-se, me olhou, fixou seus próprios lábios, como se segurasse na boca algumas palavras que gostaria de cuspir em mim. Eu sorri, de uma maneira tão fria como nunca imaginei que eu poderia... toda a minha bondade para com ela, havia sumido.
- Tenho algumas cores disponíveis para você hoje.
- Quais são? - ela soltou com suas mãos macias, o punhado que eu segurava.
- Preto, branco, cinza, marrom...
Era a parte suja da minha alma, eu colocava esta para fora de forma negra, sentia meu próprio estômago repudiar minha fala.
Aquelas pernas brancas e cumpridas correram pra longe de mim, junto dela foram as cores negras minhas, foram as minhas palavras injuriosas, foi o amargo, toda essa minha parte, essa minha outra face, foi junto com ela, embora num caminho desconhecido de mim.

domingo, 28 de novembro de 2010

Momento sem mim

Quando uma parte chorosa desperta, e deixa o resto do corpo imóvel. Depois pede aos dedos que sejam ageis, para começar uma história sem meio e fim, apenas para dar inicio ao que já estava sendo vivenciado, por uma alma com olhos tão fundos e tristes.
Em apenas uma noite seria possivel acabar com tudo, e trazer aos olhos todas as provaveis lágrimas, deixar todos os desejos de lado, com apenas um feito,mas seria necessario mais que uma coragem súbita e triste, seria necessário as minhas mãos apunhalando meu próprio peito, em cheio... fazendo meu sangue se espalhar pelo meu corpo, numa calmaria inexistente.
Viria o cheiro de quero mais, com um bucado de ânsia para voltar a outra vida, aos outros atos, aos falhos que foram a salvação até o presente momento sanguinário.
Eu teria de amar ainda mais aqueles olhos, teria de esquecer daquele sorriso calmo e vazio, seria quase impossível não poder apreciar mais seus cachos, e todo o meu amor estaria jogado em um canto, sujo e mal acompanhado.
Faltaria muito mais que uma loucura, faltaria mais que esse corpo que hoje você almeja em dietas ridículas lendo o que não é informado de modo real, eu perderia esse brilho em forma de sorriso, onde o corpo todo se mexe de forma espontânea. Seria esquecer que olhei pros seus olhos, que segurei firme seus pulsos, quando você quis pular a parte de viver,seria deixar pra trás todos os momentos de loucura boa que foram vividos.
Não poderia jamais deixar meu sangue sujar a sua felicidade tão meiga e parecida com a minha. É como empurrar seu corpo pra longe do meu, pedindo pra você nunca mais voltar a olhar meus gestos, enquanto dançava o seu dia. Há muito que deveria ser dito, mas que eu jamais poderia dizer sem formar o Te amo ao olhar o quanto estivemos presentes na vida um do outro. É ignorar os seus erros, segundo o meu achar, e faltar com a minha consciencia por um instante, para formarmos uma dupla cantante, é igualar a saudade que existe a um nada, que sempre esteve presente.
Nossas línguas sempre foram afiadas, nós amolávamos estas, com nossa saliva salgada, dizendo e 'des'dizendo coisas inúteis e fúteis, tanto quanto os atos tomados.
O meu piscar de olhos, nunca fora tão longo quanto naquele momento onde eu pedia meu sangue ao destruir meu corpo apunhalando minha alma chorosa.nenhum daqueles sorrisos poderia me salvar se eu não quisesse, se não houvesse o meu chamado, se eu não mostrasse que as minhas mãos estavam limpas de mim mesma.
Eu só parecia entender cada vez mais, o porque de fotos tão felizes, e olhos tão distantes do mesmo foco, onde as noites de cantoria com bebida, faziam de nós o mesmo nós visto de todos os angulos, de como deveria ser visto por mim, por você e por cada um aqui escrito.
Ainda assim, a cena parecia prosseguir, cheia de lembranças, de primeiras e primeiras coisas vividas, de primeiros olhos tristes, de primeiras bocas amadas, de primeiros beijos doces, de primeiras palavras vermelhas... a protagonista não era eu, minhas mãos comandavam toda a cena suja de mim.

domingo, 14 de novembro de 2010

cadê meu título, amigo?

Odeio ficar com alguém na cabeça, e não saber se o mesmo acontece com alheio.
Porque muitas perguntas sempre parecem, acabar com o dia de qualquer um, poucas respostas também e a incerteza ainda mais.
Aí eu me pergunto onde eu me encontro, como, e tudo mais, num mix danado, que me deixa ainda mais louca e sem respostas, num estado de medo da paixão e querer o mesmo. E lá vem a briga interna novamente!
Eu quero mais mesmo, quero mais gosto do que me fez bem, quero mais olhar... muito mais só pra mim, quero ainda mais cheiro me enlouquecendo, quero mais lembranças de loucuras ou falta delas, quero mais cor, quero arrancar o preto&branco de mim, quero gritar ao mundo inteiro, se eu sentir tudo intensamente.
Depois de querer tanto, não quero nada. Passo a desejar somente, que eu fique bem, mesmo sem obter tudo que eu mesma planejei sentir, ou não... mas é incerto esse caminho, ainda mais por não envolver somente a mim.
É tanto gosto, que chega a dar desgosto.



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Não dá pra deixar estar

Pela janela, era possível ver algumas gotas de tristeza caindo do céu, dentro de mim era possível sentir essas gotas se solidificando, transformando em uma vontade de gritar e chorar.
O dia foi longo, as vozes foram irritantes, o canto não acalmou muito e toda a dose de alegria que possuía comigo desceu pelo ralo, enquanto deixei a água lavar meu corpo.
Entrei em transe e fiquei no modo: COMPARAÇÃO. Onde tudo fazia com que eu fosse diminuída e nenhum sorriso fosse capaz de salvar minha alma, deixando-a branca.
Não quero mais entender o mundo, não sei se quero cuidar de alguém, ou se seria capaz de curar alguma dor alheia, já que em mim, vem sendo manifestado uma coisa que não possui nome, que deixa minhas cores preferidas no preto&branco, que não me faz andar nem correr.
Mas onde se encontra o mundo, quando tudo que se quer é um ombro amigo, um colo e alguém lhe mostrando que as coisas não vão tão mal assim?!
Como é que eu vou curar o mundo, se eu não me curo de mim mesma, se a minha dor fica nesse vai e vem, que parece intensificar de uma maneira triste?!
Alguém me vê aquele remédio que se toma, quando o que se deseja e dormir no mais profundo sono e só acordar depois que o caos sumir?

domingo, 24 de outubro de 2010

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Eu curaria o mundo inteiro: sairia por aí doando flores para que estas sugassem toda a dor alheia; abraçaria quem mais me fez sofrer, se este mesmo estivesse sofrendo; levaria a esperança até os túmulos de quem deixou pra trás tanta gente amando; derramaria felicidade, como se fosse calda de chocolate, simplesmente curaria tudo e todos.
Esse mundo já não me parece habitado por humanos, nem animais, somente um monte de coisa junta, que fica causando dor um no outro, destruindo... e aí vem meu choro, que se funde com todos os sentimentos que eu posso ver.
Algumas situações em específico, me fazem chorar.
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Era uma noite entre goles e mais goles de cerveja, uma em específico, parecia meio perdida em sí mesma, e não deixava isso tão aflorado, mas ainda assim era impossível que eu não notasse seus meio tristonhos. Ela foi, um grito, dois, três e pessoas correram, ela chorava, gritava jogando todo o ódio pra fora, querendo socar a alma alheia, não encostaram nela, nem a olharam, apenas tentaram levar consigo o que fosse possível vender, e ela não aceitou, brigou, lutou e escapou bem, de alguma forma. Tudo que eu queria era acolher aquela pessoa, falar pra ela que o mundo está mesmo um caos e que exatamente por isso, ela precisava se conter um pouco, esquecer o cigarro e a bebida pra melhorar os complicados que ela repetiu algumas vezes para o mesmo cara que a queria.