quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Já se foi o T-empo que passou

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Suas mãos evitam as minhas
Seus olhos correm rapidamente pelos meus
Seu rosto que antes colava ao meu durante nosso cumprimento,
agora mantém distância
Não há mais o que dialogar, nem compartilhar
Minhas tentativas de estar mais perto acabaram
Meus olhos desejando o seus, agora vagueiam pelo céu

Ontem os risos abertos e abraços apertados
Refletiam o que florescia entre nós
Nossas longas prosas regadas de coisas da vida
Os olhares parados um no outro
As mãos que se entrelaçavam numa calmaria cheia de alvoroço
O som que compartilhávamos com novidades
Um acalanto, um único beijo, foi momento...

Entre o ontem e o hoje, só conheço um espaço enorme
um abismo entre nós, que parece aumentar
enquanto eu corro pra não cair nele,
você se mantém firme onde parece estar, mas não afirmo com tanta certeza.
Nesse buraco que você cavou, ficou tudo isso que criamos
Se foi um bocado do que eu queria e veio as minhas incertezas
Floresceu numa grama que me cobre o medo que tenho da vida
E assim se es-vai aquilo que florescia entre nosso silêncio lacrado.

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